Justiça condena fábrica de roupas íntimas que obrigou funcionária a se despir
Uma fábrica foi condenada a indenizar, por danos morais, uma funcionária que era obrigada a se despir parcialmente para verificar a ocorrência ou não de furtos. Decisão foi tomada de forma unânime pela 2ª turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo os autos, em duas ocasiões a empresa exigiu que a trabalhadora se despisse parcialmente para que outra funcionária, responsável por realizar revistas, pudesse visualizar se ela portava alguma roupa íntima que tivesse sido fabricada na loja. O ministro José Roberto Freire Pimenta, relator do processo, afirmou que houve nítida extrapolação da empresa ao exigir a exposição, ainda que parcial, do corpo da trabalhadora. Para ele, o fato de a revista ser realizada por pessoa do mesmo sexo não exclui o vexame passado pela autora da ação. "O que ficou registrado na memória da reclamante foi a humilhação sofrida, a invasão à sua intimidade e a dor moral causada pelo ato ilícito da reclamada", concluiu o relator, que deu provimento ao recurso da trabalhadora.
