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TJ-SP nega indenização a professor da Uniban que considerou matéria da Veja ofensiva

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), através da 1ª Câmara de Direito Privado, julgou improcedente a ação indenizatória movida pelo professor universitário Walter Augusto Varella contra o jornalista Augusto Nunes, da revista Veja, por considerar a matéria “A saia da moça e a ira dos boçais” ofensiva aos educadores da Universidade Anhanguera Uniban. O texto do jornalista falava sobre o caso da estudante Geisy Arruda, que foi hostilizada nos corredores da universidade por usar um vestido curto. O professor considerou ofensivo o trecho da matéria que os estudantes da Uniban“engolem em silêncio mensalidades abusivas, professores medíocres e o sistema de ensino que fabrica fortes candidatos ao desemprego”, mas que não conseguiam “controlar a indignação e domar a cólera se  aparece uma jovem com as pernas à mostra”. O desembargador Rui Cascaldi, relator do recurso, afirmou que a avaliação do Ministério da Educação (MEC) em relação à universidade, apresenta em conceitos que vão entre 1 a 3, de uma escala até 5, o que demonstra que “a referida universidade oferece ensino de qualidade abaixo da média e, sendo assim, a reportagem em questão não veiculou inverdade”, o desembargador ainda pontuou que a notícia não afirmou que todos os professores são medíocres, mas que há professores medíocres, sem  fazer referências pessoais.

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