Morsi é colocado em jaula durante julgamento no Egito
O presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, foi levado a um tribunal do Cairo nesta terça-feira (28) onde é julgado por ter fugido da prisão onde era mantido junto de outros líderes da Irmandade Muçulmana, em 2011. Durante a audiência, o presidente foi colocado numa espécie de jaula, de onde gritava contra os promotores e o juiz e protestava por estar enjaulado. "Quem são vocês? Vocês sabem quem eu sou?Eu sou o presidente do Egito!", disse o único presidente democraticamente eleito da história egípcia, que questionou o porquê de estar ali. Morsi e outros 18 membros da Irmandade Muçulmana, entre eles o líder supremo Mohamed Badie, compareceram à audiência de uniforme branco e viraram de costas para o juiz enquanto as acusações eram lidas. No total, 132 membros do grupo serão julgados por diversos crimes, entre eles a morte de manifestantes em protestos em 2012. O ex-presidente é acusado de espionagem, pelo assassinato de guardas e por fugir da prisão durante os tumultos que levaram à queda do ex-presidente Hosni Mubarak. Segundo o Judiciário egípcio, ele contou com a ajuda de milícias palestinas e libanesas para sair da prisão, acusações que podem levá-lo a uma sentença de pena de morte. Grupos de direitos humanos pediram uma investigação independente sobre os eventos caóticos e responsabilizam a polícia pela confusão. Um advogado da Irmandade Muçulmana, grupo do qual Morsi faz parte e que voltou a ser considerado ilegal pelo governo egípcio após a tomada do poder pelos militares, disse que o julgamento tem o objetivo de "denegrir" o ex-presidente e a Irmandade. Informações da AP e Reuters.
