Ex-presidente do Banco do Nordeste é denunciado por desvio de R$ 1,2 bi
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, e mais 10 dirigentes pelo crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Na ação autuada na tarde desta sexta-feira (24) pela Justiça Federal do Ceará, o procurador da República Edmac Trigueiro acusa os ex-gestores de terem praticado irregularidades na administração dos recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE). A acusação sustenta que o desfalque superou a cifra do R$ 1,2 bilhão.
Na denúncia, o MPF afirma que foram autorizadas cerca de 55 mil operações baixadas em prejuízo no BNB sem que a instituição tenha feito as cobranças judiciais para reaver os recursos. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que embasa a denúncia do Ministério Público, constatou que das 55 mil operações auditadas apenas 2.385 tinham autorização para serem cobradas judicialmente. Ou seja, o BNB eximiu-se em reaver os recursos em 95,6% das transações analisadas. Na denúncia, o procurador argumenta que os crimes contra o sistema financeiro cometidos pela cúpula do banco guardam "certa semelhança" com o caso do mensalão.
A revelação das operações do BNB culminou na queda de Roberto Smith e de outros dirigentes da instituição em meados de 2011, após revelação pela imprensa. Segundo Trigueiro, partiu do ex-presidente do BNB "todas as diretrizes para a adulteração dos resultados nos registros contábeis do banco". Os advogados de defesa dos denunciados não quiseram falar nada e afirmaram que vão apresentar defesa na Justiça. Informações da Agência Estado.
