Matança em Pedrinhas é ‘pena de morte’ por exigências não cumpridas, diz juiz
O juiz Douglas Martins disse que a violência no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), é uma espécie de “pena de morte” imposta por líderes de facções a presos de baixa periculosidade. O magistrado, que é diretor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirma que detentos foram executados porque não conseguiram, através de seus familiares, levar para dentro da cadeia nos dias de visita chips de celular, armas e drogas. Além disso, os presos menos influentes ainda devem permitir que suas esposas e irmãs sejam estupradas pelos líderes dos grupos que controlam o local.
O resultado da inspeção ordenada pelo CNJ, segundo ele, não aponta indícios de guerra entre facções nem acerto de contas como motivação dos 8 assassinatos ocorridos neste mês. “Não é convencional que o desrespeito aos familiares e as mortes tenham ocorridas em dias de visita, que é data sagrada no sistema”, disse o magistrado, que acredita que a situação saiu do controle. Somente neste ano, 59 detentos foram mortos em Pedrinhas.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, alegou que precisa de pelo menos 15 dias para preparar uma resposta à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caos que se instalou no sistema prisional do estado. Informações do Ig.
