Inglaterra concede perdão judicial a gay que quebrou código nazista
O britânico Alan Turing, que ajudou os aliados a quebrarem o código secreto nazista durante a 2ª Guerra Mundial, recebeu perdão póstumo da justiça. A decisão foi concedida sob a Real Prerrogativa do Perdão, após pedido do ministro da Justiça do Reino Unido, Chris Grayling. Homossexual, Tuning – considerado por muitos como pai da computação – foi punido com castração química por manter relações com pessoas do mesmo sexo, além de perder acesso a informações sigilosa durante a guerra. Grayling afirmou que a pesquisa de Alan conduzida durante a guerra em Bletchley Park "encurtou o conflito" e "salvou milhares de vidas". Para o ministro, "sua vida foi ofuscada por sua condenação pela homossexualidade, algo que consideramos injusto e discriminatório e que agora foi finalmente revogada".
Turing morreu em junho 1954 por envenenamento por cianeto. Um inquérito aberto pela polícia concluiu que ele havia se suicidado, apesar de biógrafos, amigos e outros alunos de sua vida contestarem o laudo e sugerirem que sua morte foi um acidente. Em dezembro de 2011, um petição online foi criada no site do governo britânico em que se reivindicava o perdão a Turing. A campanha reuniu mais de 34 mil assinaturas, mas o pedido acabou negado por Tom McNally, então ministro de Estado no Ministério da Justiça britânico, para quem o matemático havia sido "devidamente condenado" pelo que era considerado um crime na época. A homossexualidade só deixou de ser crime no final da década de 1960.
