Pedido de intervenção no TJ-BA é 'absurda sugestão', critica Amab
A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) classificou, em nota divulgada nesta sexta-feira (29), de “tão absurda sugestão” o pedido dos presidentes das subseções baianas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) de intervenção no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). “Uma intervenção colocaria à frente dos interesses locais pessoas alheias às nossas necessidades e desgastaria ainda mais a imagem já combalida do nosso Judiciário, cujos integrantes trabalham diuturnamente a fim de resgatar a credibilidade da instituição e fortalecer as decisões judiciais”, diz o informativo. A reclamação dos advogados aconteceu nesta terça-feira (29) em sessão do Conselho Federal realizada em Salvador, com presença do presidente da Ordem Marcos Vinicius Furtado Coêlho. Na ocasião, os responsáveis pelas subseções reclamaram da situação do judiciário no interior do estado e o conselheiro federal André Godinho engrossou o discurso. Ele disse que, segundo relatório do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Francisco Falcão, a Corte baiana tem o quarto maior contingente de funcionários do país, com 273 servidores, diretos e indiretos, para cada desembargador, enquanto no primeiro grau muitas vezes uma vara não funciona porque o único servidor está doente. Para a Amab, “a situação do Judiciário baiano não é ideal” mas “o diálogo entre os poderes e as instituições que integram a Justiça local” e as “constantes reivindicações por melhorias” são “métodos mais adequados para garantir avanço do Judiciário com força e independência”.
