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Ampeb sugere 'botão do pânico' para garantir segurança de promotores

Por Cláudia Cardozo

Presidente da Ampeb, Alexandre Soares Cruz, defende uso do botão | Foto: MP-BA

A morte do promotor de Justiça de Pernambuco Thiago Soares aguçou a preocupação da Associação dos Membros do Ministério Público da Bahia (Ampeb) com relação à segurança dos promotores de Justiça baianos. O presidente da entidade, promotor Alexandre Soares Cruz, afirmou ao Bahia Notícias que o “botão do pânico”, utilizado em casos extremos de violência doméstica, também pode garantir a segurança dos membros do Parquet na Bahia. “O botão do pânico é um instrumento que, pela característica da tecnologia, pode ser adotado em diversas situações e utilizado para reforçar a segurança institucional do MP”, avalia. O botão é composto por um GPS, o que permite a localização imediata da vítima, e ainda grava o áudio da situação de violência. Segundo o presidente da Ampeb, o dispositivo pode ser utilizado como acessório por autoridades que sofreram algum tipo de ameaça. “Na violência doméstica, você tem um agressor que é identificado. As agressões contra membros do MP, muitas vezes, não são precedidas de ameaça. No dia-a-dia, eles estão envolvidos em situações de conflito, de criminalidade”, alega. Alexandre Cruz diz que a tecnologia não é cara e que é fundamental a realização de um “investimento em segurança institucional” por parte do Ministério Público. De acordo com o promotor, a assistência militar só é solicitada quando alguém sofre ameaça. “A assistência é restrita. A Bahia é muito grande e são poucos homens na assistência militar”, completa, ao opinar que toda unidade do MP deveria ter a assistência à disposição. A Ampeb já oficiou um pedido de providências ao procurador-geral de Justiça Wellington César Lima e Silva. No pedido, a organização pede, além da ampliação da assistência militar, equipamentos de proteção individuais, aquisição de carros blindados e reforço na segurança das promotorias de Justiça da Bahia. Segundo Alexandre Cruz, é papel da Ampeb, como entidade de classe, cobrar que investimentos na segurança dos membros do MP baiano sejam realizados. A associação ainda não obteve respostas sobre os pleitos.

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