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Advogado de réus de caso Colombiano pede anulação das oitivas desta quarta-feira

Por Niassa Jamena

Gamil Föppel (ao centro) pede anulação/Foto: Niassa Jamena/ Bahia Notícias
O advogado de defesa de Claudomiro Ferreira Santana e Cássio Ferreira Santana, acusados de serem os mandantes da execução de Paulo Colombiano e sua esposa, Catarina Galindo, Gamil Föppel, pediu a anulação das oitivas da audiência de instrução do caso, realizada, nesta quarta-feira (23), no Fórum Criminal de Sussuarana. Segundo Föppel, não foi respeitado o princípio de incomunicabilidade das testemunhas. Ele se baseou em uma informação passada por uma advogada assistente da defesa dos réus, que afirmou ter visto Wilson Colombiano Matos Santos, irmão do ex-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e segunda testemunha a depor, conversando com outros depoentes que ainda não tinham falado na audiência. Contudo, o juiz responsável pela sessão, Paulo Sérgio Barbosa Oliveira, negou o pedido, ao alegar que o procedimento não está previsto em lei. Além disso, argumentou que não pode impedir que as testemunhas conversem e que a reivindicação não teria fundamento, já que a escrivã da audiência não confirmou o relato da advogada. “A informação de que o senhor Wilson estava conversando com outra testemunha foi produto de uma 'fofoca' de uma advogada que não estava presente na mesa de audiência, entrando e saindo o tempo todo da sala, em uma atitude descortês, até”, alfinetou o magistrado. Todos os outros advogados de defesa endossaram o pedido de Föppel.

Juiz negou pedido de advogado/Foto: Niassa Jamena/Bahia Notícias

Apesar de apenas um dos defensores do réu Edilson Duarte Araújo, Gustavo Lucas Maciel dos Santos, não ter comparecido à sessão, os advogados dos outros acusados se manifestaram pouco durante toda a audiência. A maioria das vezes não fizeram perguntas às testemunhas. Os questionamentos feitos pela defesa aos depoentes procuraram mostrar que havia inúmeras possibilidades e motivos para Paulo Colombiano ter sido assassinado e utilizaram fatos da vida do ex-tesoureiro para retirar o foco da acusação dos donos da Mastermed. Föppel ressaltou em vários momentos a existência de operações feitas pela Polícia Civil. A primeira delas, Colômbia I, deu o assassinato de Colombiano como elucidado, atribuindo o crime a um homem chamado Sérgio. A segunda, Colômbia II, procurava outras linhas de investigação para as mortes. O defensor também falou sobre o rompimento do contrato do sindicato com a Mastermed, em 2006, e da participação e anuência do ex-tesoureiro no aumento dos repasses ao plano de saúde no mesmo ano e no corte das mordomias dos outros diretores da instituição. Outros pontos destacado pelo causídico foram o atentado e envenenamento sofridos pelo sindicalista e as possíveis divergências que ele teria com o deputado estadual J. Carlos (PT) e Manoel Machado, seus colegas de chapa no sindicato, além de discordâncias com Jorge Cleber, da empresa Expresso Candeias. 

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