Comissão encerra segunda etapa de depoimentos sobre caso do senador boliviano Pinto Molina
A segunda etapa de depoimentos da investigação que apura a participação do diplomata brasileiro, Eduardo Saboia, na retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina da capital La Paz será concluída nesta sexta-feira (11). A comissão de sindicância, responsável pela apuração e formada por dois embaixadores e um auditor da Receita Federal, ouvirá o embaixador Clemente Baena Soares e o diplomata Elói Rittter Filho, da área de América do Itamaraty, e o ministro de carreira Haroldo de Macedo Ribeiro, que era assessor do ex-chanceler Antonio Patriota. Já na próxima semana, testemunhas que estão na Bolívia serão ouvidas através de videoconferência. A defesa de Saboia já requereu que Pinto Molina seja ouvido como testemunha. Depois que o senador foi retirado da embaixada brasileira e trazido para o país sem a autorização do governo boliviano, o diplomata ficou mais de um mês afastado das suas atividades e só retornou ao trabalho no dia 1º de outubro. Ele é acusado de quebra de hierarquia. Pinto Molina foi trazido para o Brasil em uma operação organizada por Saboia, o que desencadeou uma crise diplomática. Em junho de 2012, o Brasil concedeu asilo diplomático ao parlamentar, que responde a mais de 20 processos por desvios de recursos públicos e corrupção. Ele nega todas as acusações. Já prestaram esclarecimentos à comissão o próprio ex-chanceler Patriota, o ex-embaixador do Brasil na Bolívia Marcel Biato e o diplomata João Pedro Corrêa Costa, responsável pelas comunicações entre a representação diplomática brasileira em La Paz e o Itamaraty.
