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Juri condena três réus pela morte de auditores fiscais na Chacina de Unaí

Foto: EM

Os três acusados de participação na Chacina de Unaí foram condenados nesta sexta-feira (30) pela morte de auditores fiscais do Trabalho, em janeiro de 2004. Os auditores foram mortos em uma emboscada durante uma operação para fiscalizar exploração de trabalho escravo e irregularidades trabalhistas em fazendas e pequenas propriedades em Unaí, no interior de Minas Gerais. O julgamento dos três réus durou quatro dias. Rogério Alan Rocha Rios foi condenado a 94 anos de prisão; Erinaldo de Vasconcelos Silva, a 76 anos e 20 dias; e William Gomes de Miranda, a 56 anos de prisão. As penas somadas equivalem há 226 anos. As penas serão cumpridas em regime fechado. O Tribunal do Júri Federal aconteceu em Belo Horizonte, na 9ª Vara da Justiça Federal, e foi presidida pela juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima. O conselho de sentença foi formado por cinco mulheres e dois homens. No próximo dia 17, irão à julgamento, Norberto Mânica, fazendeiro de Unaí, um dos acusados de ser o mandante do crime, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Carvalho. O julgamento de Antério Mânica, apontando também como um dos mandantes da execução, ainda não tem data marcada. Um dos acusados, Francisco Elder Pinheiro, morreu no dia 7 de janeiro. Ele teria contratado os matadores. Através da delação premiada, Erinaldo confessou ter matado três das quatro vítimas, e que recebeu, na época, R$ 40 mil e R$ 50 mil pelos assassinatos. O réu Hugo Pimenta, também através da delação premiada, confirmou que Norberto Mânica era o mandante do crime, e que pagou R$ 300 mil a Erinaldo para assumisse a responsabilidade pelas mortes como crime de latrocínio, e R$ 200 mil para Rogério Alan “se virar” no caso.

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