Condenação de jovem por aborto espontâneo é revertida em Tribunal Superior do México
O Supremo Tribunal de Justiça de San Luís Potosí, no México, absolveu a jovem mexicana Hilda López de La Cruz, de 22 anos, da pena de prisão a qual tinha sido condenada por sofrer um aborto espontâneo em 2009. Na época, a jovem tinha ido ao Hospital Básico de Tamuín com dores abdominais. Hilda afirma que a médica só lhe atenderia se respondesse algumas perguntas. Logo depois, a médica a levou seminua à polícia. Hilda passou uma noite na delegacia e depois ficou em liberdade “com reservas de lei”. Em 2012, um juiz de San Luís Potosí determinou que fosse presa por ter feito um aborto, prática ilegal no estado. Hilda foi defendida pelo Grupo de Informação em Reprodução Escolhida (Gire). O Supremo Tribunal local a declarou inocente por falta de provas, e porque a “confissão não bastava para condená-la”. A jovem havia confessado o aborto a seu médico pessoal, por meio de coação, quando ela teve uma hemorragia. De acordo com o Gire, entre 2009 e 2011, pelo menos 679 foram denunciadas no México por equipes de saúde sem provas de que o aborto foi intencional. O grupo defende a descriminalização do aborto na cidade, tal como a Cidade do México fez em 2007. Em quase todos os estados do México, a maior causa de aborto é quando a gravidez é decorrente de estupro. Informações do Opera Mundi.
