Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Julgamento dos acusados da chacina de Unaí começará nesta terça

Manifestação realizada em janeiro de 2008/Foto: Wilson Dias/ABr
O primeiro julgamento dos acusados da chacina de Unaí acontecerá nesta terça-feira (27). Rogério Alan Rocha Rios, William Gomes de Miranda e Erinaldo de Vasconcelos Silva são acusados de assassinar quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Unaí, noroeste de Minas Gerias, em janeiro de 2004. A ação contra os réus foi aberta Ministério Público Federal (MPF). Acredita-se que os auditores Nelson José da Silva, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos devido à retaliação de fazendeiros da região, já que Nelson morava em Unaí e já havia aplicado várias multas em grandes fazendas da cidade. Além dos jagunços, outras seis pessoas estão envolvidas no crime. São apontados como os mandantes das mortes os irmãos Norberto e Antério Mânica, fazendeiros produtores de feijão na região. Além disso, de acordo com o inquérito os empresários, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro teriam intermediado a relação dos Mânica com Francisco Élder Pinheiro, que as investigações concluíram ter sido o contratante dos executores. Vários recursos interpostos pelas defesas dos réus atrasaram o início do julgamento, a lentidão acarretou a prescrição de alguns crimes que seriam imputados aos réus, como no caso de Norberto e Antério Mânica que não mais responderão por frustrar, mediante violência, direito assegurado pela legislação trabalhista. Norberto também não poderá mais ser julgado por crime de opor-se à execução de ato legal mediante violência ou ameaça a funcionário, já que sua fazenda, onde os funcionários do MTE foram assassinados, era alvo de fiscalização dos auditores. Caso sejam condenados os réus responderão por homicídio qualificado e pegarão pena de 12 a 30 anos de prisão por cada vítima. 

Compartilhar