Jurista afirma que sistema penal brasileiro abre espaço para surgimento de 'justiceiros'
O jurista Jacinto Nelson de Miranda Coutinho ministrou nesta quarta-feira (21) a palestra de abertura do II Seminário Nacional sobre “Processo Penal e Democracia”. Durante a palestra sobre os 25 anos da Constituição da República e o Déficit do Processo Penal, o jurista criticou o Código do Processo Penal (CPP) brasileiro por estar ultrapassado e disforme. Coutinho ainda afirma que a discussão sobre a evolução do direito do Processo Penal não avançou no Brasil nos últimos anos e os discursos sobre as melhorias que o Código do Processo Penal deve passar vem se repetindo desde o início da década de 1990. “O que se passa com a gente, que está a 25 anos discutindo o mesmo assunto?", questiona. O jurista pontua que já é “lugar comum” dizer que o CPP é uma “baderna legislativa”, que há regramentos “difíceis de entender”, e que nem os “tribunais superiores têm posições uniformes” acerca dos dispositivos do Código. Coutinho, ao Bahia Notícias, afirmou que é preciso mudar o “sistema inquisitorial” dos processos no Brasil para o “sistema acusatório”, por ser o único que permite que se tenha “democracia processual”. Ele crítica o atual sistema também por imunizar “certos extratos” da sociedade brasileira.

