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Marco Feliciano quer abrir CPI para investigar 'caixa preta' do Exame de Ordem

Foto: Reprodução

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (13), uma audiência pública para debater a “violação dos direitos humanos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”. A audiência também discutiu a situação do examinando Antonio Gilberto da Silva, de 47 anos, reprovado no 10º Exame de Ordem. Ele estava em greve de fome há uma semana em protesto contra as supostas irregularidades na prova. O jejum do examinado terminou durante a sessão, por ter passado mal durante o evento. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano, afirmou que pedirá a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para “abrir a caixa preta” do Exame de Ordem. Diversos professores que participaram da audiência afirmaram que vão pedir na Justiça a anulação de questões do último exame, por apresentar questões com respostas dúbias, omissões e contradições. Feliciano informou que o relatório do debate será enviado para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O presidente da Comissão de Direitos Humanos já foi relator de um projeto que pede a extinção do exame, que está sob responsabilidade do deputado Fábio Trad. Ele afirma que o Exame é “um terrorismo emocional” e que não há “lisura ou segurança” nas provas. O representante da OAB, Oswaldo Ribeiro Júnior afirmou que a Fundação Getúlio Vargas tem autonomia para elaborar e corrigir as questões, e que a banca de correção tem capacidade para decidir o que é correto. As proposições levantadas durante a audiência serão encaminhadas também para o Conselho Federal da OAB e a Ordem pode expor os professores que compõem a banca. Informações do Correio Braziliense.

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