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Em despedida, Gurgel critica demora de indicação de novo procurador-geral da República

Procurador atuou por oito anos no STF | Foto: STF

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se despediu nesta quarta-feira (14) da chefia do Ministério Público em sua última sessão no Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral deixa o cargo oficialmente nesta quinta-feira (15). Gurgel exerceu o mandato por quatro anos. Até a nomeação de um novo procurador pela presidente Dilma Roussef, a vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público, Helenita Acioli, assumirá interinamente o cargo. O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, afirmou que Gurgel exerceu o cargo com “sobriedade, retidão e espírito público”. O presidente do STF ainda destacou que Gurgel participou da elaboração da Constituição de 1988 e na lei orgânica da categoria. Ao final da sessão, Gurgel criticou a demora para indicação do novo procurador-geral da República pela presidente Dilma. . “A interinidade é altamente indesejável. Infelizmente estamos indo pela terceira vez para uma interinidade na Procuradoria-Geral da República. É um cargo que é incompatível com esta interinidade”, disse. Ele atuou por oito anos no STF, sendo os quatro primeiros como vice-procurador-geral na gestão de Antonio Fernando de Souza. Ele deve tirar férias assim que deixar o cargo e se aposentar em seguida.

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