MP nega pedido de prisão para esposa de Amarildo
O Ministério Público desconsiderou o pedido de prisão por envolvimento com tráfico de drogas para Elisabete Gomes da Silva, esposa do pedreiro desaparecido na favela da Rocinha Amarildo Souza, feito pelo delegado Ruchester Marreiros. O advogado da família de Amarildo, João Tancredo, se disse surpreso com a acusação do delegado. “Essa atitude é de uma perversidade absurda. A intenção é clara: criminalizar a vítima. Não justifica a morte, mas desqualifica quem a acusa. É só ir até a casa de Amarildo, com um só cômodo. São miseráveis. Como podem ter ligação com o tráfico?”, afirmou Tancredo em entrevista a O Globo. De acordo com Marreiros, Elisabete ajudaria os criminosos. “A Bete guarda material para o tráfico em casa, utiliza subterfúgios durante as abordagens policiais a meninos na favela, avisa sobre a chegada da polícia, participa de reuniões e churrasco dos bandidos”, garante. O advogado recomendou que a família do pedreiro deixasse a Rocinha na manhã desta quinta-feira (8). Elisabete e quatro filhos do pedreiro estão morando na casa de parentes, no interior do estado. Apenas dois filhos ficaram no local, Anderson, que vai ajudar a polícia nas buscas pelo corpo, e Beatriz, que, com 13 anos, se recusou a sair da comunidade.
