Ministra afirma que investigação do desaparecimento de Amarildo deve focar na ação da polícia
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), afirmou nesta sexta-feira (2) que é preocupante o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, após uma abordagem policial. A ministra afirma que o inquérito deve focar a responsabilização dos agentes policiais no curso da investigação.“Nos preocupa, sobremaneira, a abordagem policial e o posterior desaparecimento. A abordagem policial com o posterior desaparecimento leva à responsabilidade do desaparecimento, toda a investigação, o inquérito com a hipótese clara, concreta de que seja uma responsabilidade dos agentes públicos, do abuso de autoridade, da violência policial, algo com o qual não podemos mais conviver”, disse a ministra. A SDH ofereceu acompanhamento externo ao estado do Rio junto com demais órgãos de direitos humanos. Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, depois de ser retirado da porta de sua casa por policiais militares e levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Maria do Rosário afirma que é preciso melhorar a relação da polícia com a comunidade.“Não acredito que demonstre isso [a falência do processo de pacificação]. Demonstra que sempre temos que melhorar. Mesmo em comunidades pacificadas devemos procurar construir uma cultura de polícia que esteja próxima. A polícia tem que ser o mocinho. Tem que estar junto com as pessoas da comunidade. Não pode abordar um trabalhador e ele desaparecer”, frisou a ministra.
