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PF pede afastamento de chefe da SPU por fraude de R$ 300 milhões

A Polícia Federal (PF) pediu à Justiça e ao Ministério Público o afastamento da ex-deputada Lucia Helena de Carvalho da chefia da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), depois de indiciá-la por participar de uma fraude envolvendo cerca de R$ 300 milhões. A SPU, ligada ao Ministério do Planejamento, administra os imóveis do governo e está sob o comando de Lucia Helena desde 2007. Ela é acusada pela polícia de "patrocinar interesses privados" e de assinar "documentos que balizaram a demarcação comprovadamente fraudulenta" de terreno, causando "prejuízo milionário à União". No total, a ex-deputada foi indiciada por cinco crimes, dentre eles fraude, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Outros funcionários da SPU e de outros órgãos foram indiciados. À época da construção de Brasília o governo mediu 1.807 hectares no local e pagou uma indenização por eles. Em 2008, já na gestão de Lucia Helena, a SPU fez novas medições na cidade e demarcou uma área extra de 344 hectares que deveriam ser repassada a posseiros e ao espólio dos donos da área.  Segundo os peritos da PF, os laudos usados para embasar a fraude continham erros grosseiros de medição. A polícia descobriu ainda que a medição foi feita por técnicos privados, contratados por interessados em vender o terreno, que usaram fraudulentamente documentos com timbres oficiais do governo e que, posteriormente, foram assinados pela SPU. O valor total da área demarcada é de R$ 300 milhões e parte já foi vendida a uma construtora. A defesa de Lucia Helena nega as acusações e atribui as irregularidades a uma divergência técnica entre a PF e a SPU. Informações da Folha.

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