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Justiça condena médicos que desviaram órgãos em hospital

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou os médicos Joaquim Ribeiro Filho e Eduardo de Souza Martins Fernandes por improbidade administrativa sob a acusação de desvio de órgãos. Os agentes de saúde teriam desconsiderado a ordem dos pacientes na lista nacional de transplantes de fígado. De acordo com a sentença, os réus terão que pagar multa de R$ 100 mil cada um e estão proibidos de exercer cargo ou emprego público, fazer contratos com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais por cinco anos. O desvio ocorreu no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho no ano de 2007. Joaquim Ribeiro, à época coordenador da equipe médico-cirúrgica do local, prestou falsas informações sobre o quadro de saúde de um receptor, inscrevendo o paciente irregularmente na lista para receber qualquer órgão disponível em território nacional. No entanto, Eduardo de Souza Martins Fernandes, membro da equipe cirúrgica, conseguiu o órgão em Minas Gerais e o transplantou para o receptor incluído irregularmente na lista nacional. A condenação foi uma resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) aberta em 2009 que acusava os médicos de utilizarem-se de influência e prestígio para enganar os órgãos de controle do Sistema Nacional de Transplantes e burlar a lista única de receptores. O hospital em que os médicos trabalhavam chegou a ser fechado após a deflagração da operação Fura-fila da Polícia Federal. A advogada dos médicos, Rafaella Marcolini, informou que a sentença tem inconsistências e que vai recorrer.

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