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Marcos Valério e deputado João Paulo Cunha são condenados por improbidade administrativa

Foto: Reprodução
O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o publicitário Marcos Valério foram condenados pela Justiça do Distrito Federal por improbidade administrativa. Também foram enquadrados pelo crime a ex funcionária de Valério Simone Vasconcelos, seu ex-sócios, Ramon Hollerbach Cardoso e Cristiano de Mello Paz, e os ex-dirigentes do Banco Rural, Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinicius Samarane. João Paulo foi condenado a devolver R$ 50 mil, teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos, está proibido de contratar com o poder público pelo mesmo período e ainda terá que pagar uma multa de R$ 150 mil. Os outros envolvidos também foram condenados as mesmas penas, mudando apenas a perda dos diretos políticos que será de oito anos. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), todos os envolvidos tiveram participação no pagamento de vantagem indevida de R$ 50 mil ao deputado quando ele era presidente da Câmara. O pagamento foi intermediado por Valério – em seu nome e em nome de Ramon Hollerbach e Cristiano Paz –   para fazer com que a empresa SMP&B, da qual são sócios, obtivesse vantagens em um processo de licitação na Câmara. Em sua decisão, a juíza Lana Galati observou que a ação trata dos mesmos fatos julgados pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 e utilizou o julgamento do mensalão para condenar os culpados.

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