MPT entra com a ação contra grupo João Lyra por irregularidades trabalhistas
O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas entrou com uma ação civil pública com pedido de liminar contra o empresário e deputado federal João Lyra e as empresas que formam o seu grupo – Laginha (matriz) e suas filiais Uruba e Guaxuma, JL Comercial Agroquímica, LugTax Aéreo, Mapel Veículos e a Sociedade de Agricultura e Pecuária (Sapel) – por irregularidades trabalhistas. A ação prevê uma indenização de R$ 100 milhões. Muitos trabalhadores têm protestado pela falta de pagamentos de salários e verbas recisórias. As manifestações incluem bloqueio de rodovias e invasão de terras de propriedade das usinas do grupo. O MPT exige concessão de tutela antecipada para que as empresas não possam mais contratar trabalhadores até que todas as dívidas em abertos sejam sanadas, mesmo que sejam terceirizados. O grupo também fica impedido de terceirizar a atividade-fim. A indenização será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Em caso de condenação, as empresas e o empresário João Lyra serão responsáveis solidários pelo pagamento da multa. A ação foi distribuída para a 9ª Vara do Trabalho de Maceió. A primeira audiência judicial está marcada para o dia 10 de julho. O grupo João Lyra é composto por dez empresas dos ramos da agroindústria sucroalcooleira, de fertilizantes e adubos, setor automobilístico e de tranporte aéreo e hospitalar.
