Luís Barroso defende tolerância e pluralismo em sabatina do Senado
O advogado constitucionalista Luís Alberto Barroso, indicado da presidente Dilma ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a “tolerância” e o pensamento plural na sabatina realizada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado para avaliar sua indicação a vaga. O causídico foi criticado pela bancada evangélica do Congresso por ter defendido em sua atuação no STF, temas como uniões homoafetivas e aborto de fetos anencéfalos. "Creio na tolerância. A marca do mundo contemporâneo é a pluralidade, diversidade, de religiões, de origens, de política. Nós vivemos a época da tolerância. A época em que se deve respeitar todas as possibilidade razoáveis de vida boa. A verdade não tem dono. Existem muitas formas de se feliz, cada um é feliz à sua maneira e desde que não esteja interferindo à igual possibilidade de outrem", afirmou. Sobre as divergências entre o Congresso e o STF e as possíveis interferências do Judiciário nas determinações do Legislativo ele defendeu a atuação da Justiça quando faltam as leis. "Quando há decisão política em uma lei, o Judiciário deve ser deferente. Quando há não lei, surgem problemas na vida real, e o Judiciário não pode deixar de resolver problemas da vida real. Nessas situações, o Judiciário se expande", disse. O discurso inicial do causídico durou 21 minutos. Ele falou brevemente sobre sua trajetória e disse submeter seu nome à análise dos senadores com "humildade" e "empenho".
