Funcionária que foi coagida a se demitir por estar grávida recebe R$ 22 mil por assédio moral
A auxiliar de enfermagem e técnica de laboratório Magna Cristina Moraes Cruz Silva processou o laboratório de análises clínicas em que trabalhava por assédio moral e foi indenizada em R$ 22 mil. De acordo com Magna, quando comunicou a empresa que estava grávida, ela foi coagida a se demitir e, como isso não aconteceu, foi obrigada a realizar trabalhos pesados demais para a sua condição. O bebê acabou nascendo prematuramente. “Eles optaram por não me mandar embora, mas pediram para eu fazer serviços pesados. Tinha que buscar material. Vários funcionários faziam aquilo e colocaram só eu para fazer. Depois, pediram a minha transferência para Praia Grande e sabiam que eu trabalhava em outro lugar de tarde”, contou. A auxiliar começou a trabalhar em 2007 e ficou grávida logo após o período de experiência. Ainda segundo a técnica, ela teve perda de líquido amniótico e aumento de pressão diariamente em decorrência das atividades e foi trancada em uma sala para que pedisse a dispensa. “Me trancaram em uma sala e entregaram um papel onde estava escrito que eu estava me demitindo. Eu não assinei. Quando eu sai da sala, comecei com a passar mal”, alegou. A médica de Magna optou por lhe dar afastamento por gravidez. O bebê que era para junho nasceu em fevereiro. Ela foi demitida logo após o nascimento da criança. Magna venceu a ação em 2011 com a indenização de R$ 5 mil, mas recorreu para aumentar o valor. Magna já teve que comer em pé porque os funcionários eram obrigados a retirar as cadeiras do refeitório e quando ela passava mal eles não podiam socorrê-la. Segundo reportagem do G1, o laboratório não se manifestou sobre o caso. O pagamento da indenização foi feito em abril de 2013.
