Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Julgamento do principal acusado do Massacre de Felisburgo pode ser adiado pela segunda vez

Adriano Chafik é o principal acusado pelo crime

O julgamento do fazendeiro Adriano Chafik Luedy, principal acusado do Massacre de Felisburgo, pode ser adiado pela segunda vez. A defesa do réu solicitou à Justiça o depoimento de 60 testemunhas. O julgamento está previsto para começar nesta quarta-feira (15), no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. O juiz Glauco Soares, que preside o 2º Tribunal do Júri, ainda não havia decidido na noite desta segunda-feira (13) sobre a petição. Chafik é acusado de comandar o ataque ao acampamento Terra Prometida, na Fazenda Nova Alegria, localizada no município de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O crime aconteceu no dia 20 de novembro de 2004, quando 17 pistoleiros invadiram o local. Eles atearam fogo em barracos e plantações.  Os pistoleiros mataram cinco trabalhadores rurais com tiros à queima-roupa, além de ter deixado mais de 20 pessoas feridas, inclusive crianças.

O mandante confessou ter participação no crime, mas dias depois conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade. O primeiro júri foi marcado para o dia 17 de janeiro, mas foi adiado com a remessa do processo para Belo Horizonte, antes que a defesa dos réus indicasse as testemunhas. Inicialmente, o caso seria julgado na Comarca de Jequitinhonha. Nesta terça-feira, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos fará um ato público para pedir a condenação dos acusados pelo massacre. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado também deve acompanhar o julgamento. As famílias de sem terra ocuparam a fazenda em 2002, e desde então, eles aguardam que parte da área seja desapropriada. O processo que discute a posse das terras corre no Superior Tribunal de Justiça.

Compartilhar