Corte irlandesa nega pedido de eutanásia a mulher com esclerose múltipla
A Suprema Corte da Irlanda negou a uma mulher com esclerose múltipla em estágio avançado ao direito à eutanásia, na última segunda-feira (29), ao sustentar que a lei no país não permite o suicídio assistido. A Corte afirmou que a legislação da União Europeia permite aos países-membros disciplinar a eutanásia e que a constituição irlandesa não prevê “um direito explícito ao suicídio ou a determinar o momento da morte da própria pessoa”. Marie Fleming, de 59 anos, em janeiro deste ano, tentou conquistar o direito à eutanásia em um tribunal de Dublin, mas não conseguiu. Ela recorreu a principal Corte do país para que seu pedido fosse deferido. Fleming não consegue se movimentar do pescoço para baixo. Em um depoimento à Justiça, afirmou que temia morrer engasgada, já que não consegue engolir. Os advogados da mulher afirmaram que o suicídio não é proibido na Irlanda, e que, não autorizar o suicídio assistido de pessoas que não podem fazê-lo sozinhas, é discriminação. Ainda sustentaram que a Convenção Europeia de Direitos Humanos garante as pessoas o direito à autonomia pessoal. Fleming é ex-professora universitária. Ela recebe cuidados de seu marido e dos dois filhos. O marido não pode ajudá-la a encerrar a própria vida, sob pena de ser preso por até 14 anos. Informações da BBC Brasil.
