Maranhão: Pai adotivo consegue licença-paternidade na Justiça
Um maranhense que adotou uma criança conseguiu judicialmente o direito a uma licença-paternidade de 120 dias. A medida, que funcionará da mesma forma que é aplicada para as mulheres, foi concedida pela primeira vez a um homem solteiro no Maranhão. Há cinco meses o psicólogo Carlos Leal adotou uma menina de três anos e pediu no trabalho o benefício de 120 dias, no entanto, conseguiu apenas cinco. Após ter o requerimento negado nos dois empregos que possui, Carlos entrou na Justiça. A decisão, que saiu essa semana, foi da juíza Ângela Cristina Luna, da 4ª Vara do Trabalho de São Luís. O psicólogo não terá prejuízos salariais em razão da licença e caso os patrões descumpram a determinação terão que pagar R$ 1 mil de multa diária. “A criança que vem de um processo de adoção precisa de uma reconstrução psicológica, afetiva, internalizar novas figuras importantes na vida dela, por que até então ela era uma criança institucionalizada. Isso não se constrói em cinco dias ou em um mês", argumentou Carlos. A juíza alega que a licença tem como objetivo resguardar não apenas as necessidades biológicas da criança, mas garantir que o pai possa dar os cuidados e ambientá-la ao novo local de vida. Já que não há uma mãe o pai é responsável por essa integração. Informações do G1.
