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Advogados de prefeitura de SP investigam patrimônio de Maluf no exterior

Advogados representantes da Prefeitura de São Paulo no exterior estão investigando o valor do patrimônio das empresas de posse da família do deputado Paulo Maluf (PP-SP), para conseguir efetuar a cobrança dos US$ 28 milhões (cerca de R$ 56 milhões) que a Justiça da Ilha de Jersey – um paraíso fiscal britânico –  obrigou ele a devolver para a cidade. A busca é por ativos que somem US$ 25 milhões, já que as contas das empresas sediadas no exterior possuem apenas US$ 3 milhões em dinheiro, de acordo com a Procuradoria-Geral do Município. A Procuradoria já tomou providências para que os R$ 3 milhões iniciais sejam transferidos para a administração do município ainda neste semestre. Os detalhes das investigações são mantidos em sigilo. A Justiça de Jersey também penalizou as empresas Durant e Kildare por entender que elas receberam recursos que teriam sido desviados por Maluf de obras executadas na capital na época em que ele chefiou a prefeitura, de 1993 a 1996. Na ilha não há mais possibilidade de recurso, devido a isso a defesa da Durant e da Kildare devem apelar a um tribunal inglês que julgue causas dos territórios da comunidade britânica. De acordo com a Procuradoria, o dinheiro de Jersey irá para o caixa geral do município e poderá ser aplicado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em qualquer projeto da cidade. O processo na Ilha de Jersey teve início em 2009, a partir de denúncias do Ministério Público Estadual de que os desvios da gestão Maluf chegaram a cerca de R$ 705 milhões. A promotoria busca o ressarcimento desse valor por meio de duas ações civis públicas. A assessoria do deputado afirma que ele não é réu no processo da ilha de Jersey e que Maluf soube que as empresas Durant e Kildare irão recorrer da decisão da corte local. Informações da Folha. 

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