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Barreiras: Em condições de escravidão, trabalhadores de frigorífico são resgatados

Em condições de trabalho degradantes e análogas à de escravidão, 29 trabalhadores foram resgatados, nesta sexta-feira (12), em um frigorífico da empresa Mauricéa Alimentos, em Barreiras, no oeste baiano. A ação realizada pelo Ministério Público do Trabalho foi montada a partir de uma denúncia feita à Gerência Regional do Trabalho e Emprego. Todos os empregados libertados trabalhavam no empacotamento de frangos para transporte. Os trabalhadores cumpriam jornadas de 14 horas diárias sem acesso a água potável e sanitários. A empresa também não fornecia alimentação, alojamento, vestiário, equipamentos de proteção, entre outras irregularidades. Os próprios funcionários levavam a sua comida que, juntamente com os pertences de cada um era guardada dentro dos aviários ao lado de animais mortos e excrementos. O grupo foi recrutado em Brasília com a promessa de trabalho com alojamento, mas a empresa cobrava pelas camas fornecidas, assim com pelo uso de equipamentos de proteção como luvas, macacões e botas. Um gerente da Mauricéa alegou que o grupo era terceirizado. Já o dono da empresa terceirizada que contratou os empregados fugiu. As apurações iniciais de procuradores e auditores-fiscais dão conta de que a empresa terceirizada foi criada em março , iniciou o trabalho de apanhamento de frangos em abril e só mantinha contrato com a Mauricéa. Isso configura fraude na relação de trabalho. O resgate também contou com a participação das polícias Federal e Rodoviária Federal.

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