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MP aciona Hospital Português por desrespeito no atendimento aos pacientes

O Ministério Público do Estado entrou com uma ação civil pública com pedido de liminar contra o Hospital Português para obrigar a instituição a implementar medidas para sanar diversas irregularidades encontradas na estrutura física e nos serviços oferecidos. A autora da ação é a promotora Joseane Suzart. Caso a liminar seja concedida, o hospital terá que readequar as suas instalações, os procedimentos de limpeza, higienização e o atendimento aos pacientes. As mudanças englobarão os setores de Radiologia, Centro Cirúrgico incluindo a maternidade, UTI, entre outros. A promotoria também pede a reciclagem de todos os funcionários, distribuição de material didático estabelecendo regras padrão para futuras contratações e o pagamento de indenização por danos morais aos pacientes que foram prejudicados e também por danos morais coletivos no valor de R$ 50 mil. Uma das representações recebidas pelo MP que embasou as investigações foi a denúncia de que uma idosa portadora de diabetes, hipertensão, Mal de Alzheimer e Parkinson teria sido submetida a procedimentos desnecessários, que segundo familiares teria a finalidade de retirar dinheiro da família da paciente. As práticas teriam prejudicado a condição da idosa, já que ela passou oito horas sem se alimentar, mesmo sendo diabética. De acordo com o filho da idosa, ao reclamar com a casa de saúde o hospital disse que a família é que deveria se responsabilizar por comprar a comida e alimentar a paciente. O filho de outra paciente denunciou a morte de sua mãe por infecção hospitalar e afirmou haver trânsito de lixo dentro da UTI. O MP propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas o hospital se negou a assinar alegando que o procedimento era desnecessário já que já estava cumprindo o cronograma da Divisa. Após uma audiência realizada em outubro de 2012 e com a segunda negativa de assinatura do TAC, o MP não teve como arquivar o procedimento.

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