Candeias: Amab diz que divulgação de acusação da Procuradoria da República a juíza é 'ataque leviano'
A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) divulgou nota, nesta quarta-feira (3), em que rechaça uma "precipitada imputação" de culpa à juíza Jaciara Borges Ramos, acusada pela Procuradoria da República de engavetar processos para atender a interesses particulares. No documento, a entidade critica o que chama de “pré-julgamento pelos órgãos de imprensa e sociedade” e alega que, quando acusações de práticas ilegais são feitas a magistrados e “ataques levianos” são dirigidos contra algum representante da Justiça, toda a credibilidade do Poder Judiciário é abalada. A magistrada foi acusada de atrasar o andamento de processos que envolviam duas ex-prefeitas da cidade de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, para que elas pudessem se manter elegíveis para cargos públicos. Através do suposto expediente utilizado pela magistrada Antônia Magalhães da Cruz (mais conhecida como Tonha Magalhães) e Maria Angélica Juvenal Maia se livrariam da Lei da Ficha Limpa. A associação também diz que o julgamento precipitado tumultua o andamento do processo e que a depender da conduta pode ser punido na esfera cível ou criminal.
