Guardas paulistas que torturaram moradora de rua são condenados
Os guardas municipais e os guardiões cidadãos da cidade de Santos, litoral paulista, acusados de torturar uma moradora de rua foram condenados pela Justiça na semana passada. Os guardas Gelson Rabelo dos Reis, Felipe Fernando dos Santos e Renata Santana Oliveira e os guardiões Gianlucca Morais Nascimento e Guilherme Guttemberg Moreira pegaram a pena mínima prevista para o crime: dois anos e quatro meses. A sanção poderia ser de até dez anos e seis meses. As autoridades abordaram a vítima, na época com 19 anos, enquanto ela dormia com outros quatro moradores de rua na madrugada de 4 de junho de 2011. Segundo a garota, o grupo foi obrigado a entrar na viatura. Ao longo do caminho todos foram sendo liberados menos ela. A jovem relata que os réus a xingaram, cortaram os seus cabelos com canivete, a agrediram com golpes de cassetete na sola dos pés, desferiram tapas em seu rosto e jogaram em seus olhos um líquido que os fez arder. A moradora de rua foi liberada em um matagal às margens da Via Anchieta, em Cubatão, próximo à Serra do Mar, sendo o caso comunicado à Polícia Civil. A sentença também incluiu a perda do cargo ou função públicos e a proibição do seu exercício pelo dobro da pena aplicada. Durante o processo, o contrato dos guardiões cidadãos com a Prefeitura já havia expirado. O exame de corpo e delito e fotos comprovaram todas as declarações da vítima. Ainda assim, todos os acusados negaram envolvimento. Ainda cabe recurso.
