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Indenização de trabalhadores resgatados no Doron é calculada; empresa não presta esclarecimentos

Por Niassa Jamena

Os dezessete trabalhadores resgatados em condições análogas a de escravidão no bairro do Doron, na última sexta-feira (5), por uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e da Polícia Federal (PF) compareceram a partir das 9h a Superintendência Regional do trabalho e Emprego (SRTE), nesta segunda-feira (18), para calcular as indenizações e homologar as recisões trabalhistas. O diretor da empresa GAF Logística, que intermediou a vinda dos trabalhadores do Rio de Janeiro para Salvador, era esperado no local às 10h. No entanto, ele não compareceu. De acordo com a assessoria do Ministério Público (MP), a advogada representante da empresa entrou em contato com a SRTE e informou que efetuaria as homologações e que apenas aguardaria o cálculo dos valores. Contudo, a causídica não prestou nenhum esclarecimento sobre o fato de a companhia saber ou não da situação a que os trabalhadores estavam submetidos e não soube informar o local onde estariam os outros dois grupos denunciados pelos aliciadores. O MP deve abrir inquérito para apurar essas informações. Ainda segundo a assessoria do órgão, os aliciadores informaram em depoimento que a GAF Logística sabia das condições degradantes enfrentadas pelos prestadores de serviço. Eles relataram que a companhia realiza esse trabalho há muitos anos sempre atuando como “intermediadores” de mão de obra. Após a homologação os trabalhadores serão encaminhados para dar entrada no seguro desemprego e voltarão ao Rio.

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