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Investigados por incêndio na boate Kiss têm prisão preventiva decretada

A justiça decretou a prisão preventiva e revogou a prisão temporária dos quatro suspeitos pelo incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, nesta sexta-feira (1º). Os donos da boate Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha, são investigados por homicídio qualificado devido às 239 mortes que ocorreram no incêndio da casa noturna. Na decisão o juiz Ulysses Fonseca Louzada levou em conta a “comoção mundial” e a falta de estrutura do estabelecimento, que não permitia a devida evacuação do local em situações de emergência. O magistrado ainda ressalta que a medida não é uma condenação prematura. “Significa apenas que existem indicativos de autoria e que a prisão é necessária. (...) Tal mecanismo é perfeitamente constitucional, na medida em que não afronta a presunção de inocência, apenas segregando sujeitos que, por força das circunstâncias individuais do caso, calcado na legislação pertinente, assim o deve ser, como forma de cautela, que não exclui a possibilidade de absolvição futura ou capitulação diversa do fato imputado", disse. Com informações do G1.

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