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Representantes do Ceca temem superexposição de adolescentes

Por Francis Juliano (de Ruy Barbosa) / Cláudia Cardozo

Idelia Argolo e João Lucas | Foto: Francis Juliano
A representante do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca) e do Fórum de Articulação dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cidelia Argolo, afirmou que “vai ocorrer uma exposição exagerada das adolescentes pela quantidade de advogados da defesa, que são homens”, e que “pode haver, por si só, uma tentativa de intimidação das jovens agredidas”. Cidelia disse que solicitou ao Centro de Defesa das Crianças e Adolescentes (Cedeca) apoio às duas adolescentes. Já o conselheiro suplente do Ceca, o italiano radicado na Bahia há 10 anos, João Lucas, o ideal é que, para proteger as menores, "é bom que não tenham muitas pessoas no julgamento, principalmente pela alta carga de emotividade e constrangimento que as adolescentes vão ser submetidas”. Por outro lado, o conselheiro acredita que é “tecnicamente importante que elas estejam presentes para reconhecer quem foi o agressor e o grau de participação de cada integrante da banda para ajudar a juíza [Márcia Simões] a fazer um julgamento mais justo”. Ele também é otimista ao esperar que, se a audiência de instrução correr de maneira certa, haja o julgamento do caso ainda esta semana.

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