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Desaparecimento de Honestino Guimarães será investigada por Comissão da Verdade da UNE

Estudante desapareceu durante a ditadura militar
O desaparecimento do estudante Honestino Guimarães durante a ditadura militar (1964-1985) será o primeiro caso a ser investigado pela Comissão da Verdade da União Nacional dos Estudantes (UNE).  A comissão recém criada pela entidade estudantil vai investigar, apurar e esclarecer casos de morte e tortura de pelo menos 46 dirigentes da entidade. Honestino foi presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília e presidente da UNE. Ele foi preso cinco vezes, e a última foi 20 dias após se casar, em 29 de agosto de 1968, na Universidade de Brasília (UNB). O nome do estudante integra a lista dos desaparecidos da ditadura de 1964.

Os órgãos responsáveis pelas prisões admitiram que ele tinha sido preso, mas nenhum preso relatou ter visto o estudante. A família não sabe o que aconteceu com ele. A Comissão da Verdade da UNE foi lançada oficialmente na sexta-feira (18) e será formada por pesquisadores e familiares de 46 ex-dirigentes da entidade que desapareceram durante o regime militar. A Comissão Nacional da Verdade (CNV), a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, declararam apoio a comissão da UNE. As atividades da comissão deverão ser finalizadas em março de 2014, com a elaboração de um relatório para subsidiar o relatório final da CNV, que será entregue em maio de 2014. 

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