Ministro admite superlotação no sistema semiaberto; situação pode beneficiar mensaleiros
Apesar de ter reconhecido, nesta terça-feira (8), que há uma escassez de vagas para o regime semiaberto no Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o problema ainda não tem como ser sanado. "Não tenho uma solução para o problema (falta de vagas no regime semi aberto). Estamos buscando linhas de financiamento que pudessem permitir essa situação, até porque os estabelecimentos de regime semiaberto são mais baratos e rápidos de serem feitos”, declarou. Caso não haja presídios apropriados para o regime, a lei estabelece que sejam utilizados colônias penais e albergues. Entretanto, os estabelecimentos são raros e no geral também sofrem com superlotação. A situação, de certa forma, beneficia 11 dos 25 condenados do mensalão que pegaram entre quatro e oito anos de prisão. Pela lei penal, réus condenados a penas entre quatro e oito anos podem trabalhar durante o dia e dormir na prisão, mas a definição dos locais em que a sentença será cumprida dependerá dos juízes que acompanharão a execução das penas. Com informações da Folha.
