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Homem que acusou a Globo de chamá-lo de oportunista não receberá indenização

Os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça negaram o recurso interposto pelo empresário Renato Tadeu Geraldes que acusou a Rede Globo de ofender sua honra. De acordo com Geraldes, ao veicular reportagens sobre o caso Isabela Nardoni  a emissora teria deixado transparecer que ele estava se aproveitando da comoção gerada pelo crime. Geraldes foi entrevistado pela Globo na reportagem que mostrou pessoas que acompanhavam a reconstituição do crime. Segundo o empresário, a fala da repórter teria dado a entender que ele era um oportunista. A reportagem teria dito que as pessoas tinham comparecido ao local da reconstituição por motivos como indignação, exibicionismo ou oportunismo, e teria incluído Geraldes na última categoria, quando a jornalista declarou que o grupo ideológico organizado pelo autor “disse que veio pregar a paz; distribui livretos com a própria fotografia na capa, incluindo catálogo de produtos religiosos à venda'". O relator do caso no TJ-SP, desembargador Luiz Antonio Costa, concluiu que não houve intenção de violar o direito individual de Geraldes. De acordo com a decisão, todos os elementos utilizado na reportagem foram retirados de falas dos próprios entrevistados, inclusive os adjetivos qualificadores dos grupos componentes da cena. O desembargador afirmou ainda que, com base na entrevista, Geraldes estava de fato entre os oportunistas. "O autor aproveitou a oportunidade que se apresentava para divulgar o seu trabalho em defesa da paz, como ele mesmo afirmou ao repórter. Anoto que a oportunidade se revelava excelente diante da presença de algumas pessoas efetivamente contritas e outras revoltadas com a tragédia que, efetivamente, viola o fundamento da pregação que o autor faz", disse.

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