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MPT pede que Philips do Brasil indenize trabalhadores contaminados com mercúrio

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo entrou com uma ação civil pública pedindo que a empresa Philips do Brasil indenize em R$ 50 mil cada um dos 200 trabalhadores da unidade industrial de Capuava, em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, que foram contaminados com mercúrio quando o produto era utilizado na produção de lâmpadas. Além da compensação o MPT também pede que a empresa contrate plano de saúde vitalício para os funcionários que foram diagnosticados com mercurialismo. Segundo o órgão, a Philips não tomou todas as precauções necessárias para evitar a contaminação. Ainda de acordo com o MPT, em 1992 a companhia reconheceu a contaminação de alguns trabalhadores e em um acordo feito com o Ministério do Trabalho e Emprego e sindicatos da região se comprometeu a afastar os empregados mantendo o salário e ajuda na assistência médica e remédios. Entretanto, o acordo não foi cumprido. Em nota o MPT diz que “apesar de a empresa negar o não cumprimento do acordo coletivo e afirmar que desde meados dos anos 1990 os riscos de contaminação foram eliminados, outros trabalhadores foram contaminados após esse período”. A Philips do Brasil informou que “adota todas as medidas de segurança vigentes e legais no país para garantir a saúde e o bem-estar de seus colaboradores”. Segundo a empresa, a unidade de Capuava foi desativada em 2010 e em seu encerramento a “Philips realizou e vem realizando todas as ações necessárias para restringir ao mínimo os efeitos de suas atividades sobre o meio ambiente”. Por meio de nota, a empresa negou que não esteja cumprindo o acordo que foi estabelecido com os sindicatos e MPT.

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