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Juíz defende reforma política como solução para a corrupção

Um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE),  juiz Marlon Reis, considera que para que o Brasil avance no combate à corrupção é preciso que seja implementada a reforma política no país. Membro da rede que conta com a particpação de mais de 50 entidades nacionais, para ele a sociedade deve se mobilizar com esse objetivo, como fez para conquistar a aplicação da Lei da Ficha Limpa, da qual foi um dos redatores. Aplicada pela primeira vez nas eleições municipais deste ano, a Lei da Ficha Limpa barrou mais de 900 candidaturas em todo o país. "Todo mundo fala que a reforma política é fundamental no país, então temos que começar a agir de acordo com essa convicção. Não se deve esperar pelo Congresso Nacional apenas, a sociedade pode se articular e se mobilizar para esse fim", disse o juiz, que recebeu na última sexta-feira (7) um prêmio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Undoc) pelo seu trabalho no combate e na prevenção à corrupção em um evento, organizado pelo órgão em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A comemoração antecipou a celebração do Dia Internacional de Combate à Corrupção, lembrado neste domingo (9). Marlon é a favor que empresas privadas sejam proibidas de fazerem doações a campanhas políticas. "O que vemos hoje é que a maior parte das doações é feita por bancos, mineradoras e empreiteiras. É claro que a maioria faz isso por interesse, para manter uma proximidade com o poder. Isso deveria eliminado do processo eleitoral", disse, acrescentando que o financiamento deveria ser feito, em boa parte, pela participação do cidadão "com quantias pequenas, mas que representam uma colaboração cívica".

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