Maluf tenta se desfazer de bens que poderão ser confiscados
Suspeitando que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) estaria tentando se desfazer dos seus bens para evitar o confisco do seu patrimônio, a Prefeitura de São Paulo foi a Justiça para dificultar a transferência de ativos da principal empresa da família Maluf, a Eucatex. Dessa forma a 4ª Vara da Fazenda de São Paulo concedeu a prefeitura o protesto contra a alienação dos bens da companhia, um mecanismo jurídico que alerta possíveis investidores sobre os ricos de se investir naquela empresa. A decisão da Justiça, porém, não impede os Maluf de efetuar as transações. A decisão foi enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), já que a empresa tem capital aberto. A Prefeitura de São Paulo decidiu adotar a medida depois que a Eucatex, em comunicado ao mercado feito em maio, anunciou uma reorganização da sociedade. A intenção era criar uma empresa livre de dívidas, inclusive as resultantes das ações de Maluf. A ECTX será lançada em 2013 e contará com os ativos e passivos da Eucatex. Segundo o advogado da prefeitura no processo, José de Araujo Novaes Neto, a reengenharia na Eucatex, com o oferecimento de ativos a outros grupos, visa dificultar um eventual cumprimento de sentenças que buscam ressarcir os cofres públicos de supostos desvios. O Ministério Público anexou ao processo, por exemplo, informações sobre a venda da fazenda Santa Luzia, em Itu (SP), por R$ 85 milhões, propriedade que era da Eucatex Agro, em 2010. Um dos objetivos da prefeitura com a ação é resguardar a eventual devolução de US$ 153 milhões (cerca de R$ 320 milhões) supostamente desviados da Prefeitura de São Paulo durante os governos Maluf (1993-1996) e Celso Pitta (1997-2000). Ainda segundo o MP entre 97 e 99, Maluf montou uma rede internacional sofisticada até o dinheiro chegar ao Brasil. A ação deve ter sentença em 2013. Informações da Folha.
