Mensalão: Barbosa diz que Brasil não aguenta mais e pede celeridade a Lewandowski
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse durante a sessão do mensalão realizada, nesta quinta-feira (6), que o julgamento (que já dura quatro meses) "está na hora de acabar". No momento em que o revisor Ricardo Lewandowski propunha a utilização de um novo método para definição das multas dos condenados o relator pedindo agilidade ao ministro disparou "A nação não aguenta mais. Está na hora de acabar, está na hora. Como diriam os ingleses: Let´s move on (Vamos seguir em frente)." Lewandoeski sugeriu que a as multas fosse determinadas com base em um "critério objetivo" assim como as penas de prisão, o que acabaria reduzindo as multas. Por exemplo, um réu que obteve pena de 3 anos e 6 meses em um crime com pena de 1 anos a 8 meses. Seria feito, então, um cálculo matemático para a multa ser equivalente. No caso do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), por exemplo, a multa passaria de 450 dias-multa para 165 dias-multa. Barbosa, então, interrompeu a discussão e afirmou que uma discussão sobe multas levaria muito tempo e arrastaria o julgamento. Se examinar uma por uma a situação de cada um dos réus, pouco importando se o voto de Lewandowski prevaleceu ou não, vamos passar a fevereiro", disse o relator. "Parece exagerado agora, no final, o tribunal vir a se debruçar sobre operações matemáticas", declarou o presidente do Supremo. Lewandowski argumentou que um critério específico reduziria o número de recursos por parte dos advogados de defesa. "Se adotarmos o critério objetivo, reduziria o trabalho de julgar embargos infringentes", disse. A discussão sobre revisão de multas foi adiada para a semana que vem, e a sessão, interrompida para que o presidente Joaquim Barbosa comparecesse ao velório do arquiteto Oscar Niemeyer. Informações do G1.
