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Governistas boicotam CPI do Cachoeira

A base governista na CPI do Cachoeira impediu, nesta quarta-feira (31), a votação de novas quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico e requereu prorrogação dos trabalhos por 45 dias. Neste período a CPI não vai aprovar novos pedidos de informação ou oitiva.
 
A oposição apoia uma prorrogação de 180 dias que permitiria um avanço maior das investigações, entretanto, colocam que não vão conseguir o apoio necessário (171 deputados e 27 senadores) para que isso aconteça.
 
O boicote a votação liderado pelo PT e PMDB provocou discussões na comissão."Estamos jogando o lixo para debaixo do tapete e o lixo está fedendo", disse o senador Pedro Taques (PDT-MT). A oposição defende a  investigação das empresas fantasmas ligadas a empreiteira Delta e das relações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) com o empresário da Delta Fernando Cavendish."Não vamos investigar porque ele é o principal governador do PMDB?", reagiu o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). 
 
A oposição quer ouvir, ainda, o tesoureiro da campanha de Dima Rousseff, o deputado José de Filipi (PT-SP). Em seu depoimento, o ex-presidente do Dnit Luiz Pagot disse à CPI que foi procurado por Filipi na época da campanha com pedido para que listasse empresas que poderiam doar para a campanha de Dilma e que tinham contratos com o órgão responsável por investir nas estradas. Pagot disse à CPI que o pedido foi "aético". Informações da Folha.

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