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Pilotos do jato Legacy serão julgados nesta segunda-feira por causar acidente com avião da Gol

Os pilotos do jato Legacy que se chocou contra o avião da Gol há seis anos, serão julgados nesta segunda-feira (15), em Brasília, na Terceira Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1). O julgamento, em segundo instância, será conduzido pelo desembargador Tourinho Neto. Em abril de 2011, em primeira instância, os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino foram condenados pelo juiz Murilo Mendes, do município de Sinop, interior do Mato Grosso, a quatro anos e quatro meses de prisão. A pena foi substituída por serviços comunitários prestados nos Estados Unidos e a perda do brevê apenas nesse período. A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 recorreu da decisão para tentar reverter a pena arbitrada em primeira instância. Para a entidade, os pilotos devem ser presos e os brevês cassados permanentemente para evitar que tragédias se repitam. Além disso, a associação pediu, em carta, no mês passado, à presidente Dilma Roussef que apóie a causa para impedir o risco de impunidade. O pedido também foi estendido ao Ministério das Relações Exteriores, à Câmara dos Deputados e às autoridades norte-americanas. O acidente aconteceu em 29 de setembro de 2006 e deixou 154 pessoas mortas. O grupo ainda afirmou que os pilotos norte-americanos sofreram um processo administrativo e foram autuados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), por voar em espaço aéreo de separação vertical reduzida (RVSM) sem autorização, desligaram o transponder e o equipamento Tcas 2, e impediu que o avião da Gol percebesse que o jato estava na rota errada e causaria a colisão. De acordo com a associação, os pilotos ainda estão na ativa e trabalham na America Airlines e outro no Excel Aire.

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