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Lewandowski diz que há provas 'torrenciais' que comprovam que José Dirceu não participou do mensalão

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na sessão desta quinta-feira (4) que não há provas que comprovem o envolvimento do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu no esquema de corrupção. O ministro considerou “genérica” e “vaga” a denúncia apresentada ao réu pela Procuradoria Geral da República por corrupção ativa. Ele disse que o Ministério Público deu voz apenas a Roberto Jefferson, "inimigo figadal" de Dirceu. Ele afirmou também que não afasta a possibilidade de que Dirceu tenha participado do esquema, e nem de que o ex-ministro tenha sido mentor do esquema criminoso, mas que não encontrou “ressonância nos autos". O revisor ainda disse que, depois de sete anos da denúncia original, não foi apresentadas provas obtidas a partir da quebra de sigilos bancários, telefônicos e de e-mails dos réus e envolvidos no processo, e que nem mesmo os testemunhos se sustentam. Lewandowski ainda declarou que nos autos há provas "torrenciais" e "avassaladoras" de que Dirceu não participou do mensalão. Lewandowski ainda acredita que todas as acusações do MPF contra Dirceu se baseiam em ilações. Ele ainda lembrou que Dirceu se afastou da direção do PT assim que assumiu o cargo de ministro da Casa Civil. Assim que o ministro-revisor concluir o voto sobre Dirceu, votarão os demais ministros, a começar pela ministra Rosa Weber.

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