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Grupo israelense pode processar ex-presidente da Vale

Grupo teme que Roger Agnelli controle boa parte dos negócios da mina de Simandou

O ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, poderá ser processado pelo grupo israelense BSG Resources, um dos sócios da mineradora na África. Além de Agnelli, o grupo poderá ainda processar o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactua. Os israelenses temem que o banco BTG e Agnelli controlem os negócios da VBG, grupo formado a partir da sociedade formada entre a Vale, a BTG e a BSG para explorar a mina de Simandou, na Guiné, um dos países mais pobres do mundo. A mina é a maior reservas de minério de ferro inexplorada no mundo. Agnelli e o banco teriam negociado com o governo da Guiné a assessoria financeria sobre o destino da mina de Simandou. O grupo israelense ainda alega que o acordo é abrangente demais e dá ao BTG e a Agnelli influência sobre todas as operações da mina, como o direito de exploração pela mineradora VBG. Asher Avidan, presidente do BSG, veio ao Brasil para conversar com quatro grandes escritórios de advocacia do país. Avidan afirma que o banco e o ex-presidente da Vale estariam negociando com Alpha Mohamed Condé, filho do presidente da Guiné, Alpha Condé. Ele quer que a vale seja coautora da ação. Segundo profissionais ligados ao BTG e a Agnelli, a consultoria é referente a uma área de Simandou em posse da mineradora australiana Rio Tinto. O BSG desmente a informação e disse que a proposta de consultoria inclui a totalidade da mina.

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