Tese de fraude em empréstimo ganha força
Ao votarem pela condenação de ex-dirigentes do Banco Rural, relator e revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) deram respaldo a um ponto central da acusação: o de que os empréstimos ao PT e às empresas do publicitário Marcos Valério eram de fachada. A condenação complica as situações do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares, que tomaram R$ 3 milhões do Banco Rural para o PT em 2003. A pena para gestão fraudulenta é prisão de 3 a 12 anos. Os outros ministros costumam seguir relator e revisor quando eles não divergem. Para os ministros e para a acusação, os empréstimos eram de "fachada" porque não seriam pagos. Quando liberava dinheiro, o banco não cobrava garantias reais nem dívidas anteriormente contraídas. As operações, diz a acusação, tinham por objetivo gerar caixa para Valério e o PT. O dinheiro era então redistribuído, por orientação do PT, a parlamentares e partidos. Informações Jus Brasil.
