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Lewandowski diverge de relator e absolve ex e atual vice do Banco Rural

O ministro revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski abriu, nesta quarta-feira (5), a segunda divergência no julgamento e inocentou a ex-vice-presidente do Banco Rural Ayanna Tenório e o vice-presidente da instituição Vinícius Samarane da acusação de crime de gestão fraudulenta. Lewandowski disse que não há provas contra os dois réus. Na sessão de segunda-feira (3), o ministro acolheu parte das acusações contra dirigentes da instituição e votou pela condenação da dona do Banco Rural, Kátia Rabello, e do ex-vice-presidente João Roberto Salgado por gestão fraudulenta. "Ela era uma simples empregada, não tinha nenhum poder decisório no banco", afirmou. "Não há nenhuma prova nos autos que Ayanna tinha qualquer relação com outros réus." Em relação à Samarane, Lewandowski afirmou que ele era apenas um funcionário na época do escândalo. "Ele era mero empregado do banco, sem poder de conceder empréstimo ou renová-los", disse. "Ele não era gestor e não podia ser agente do crime de gestão fraudulenta. Não existe qualquer prova de que Vinicius teve participação ou tenha exibido qualquer dolo em sua conduta como empregado do Banco Rural."

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