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Mãe vai à polícia após filho ser tatuado sem autorização

Um garoto de 14 anos que fez uma tatuagem escondida em Ribeirão Preto, 313 km de São Paulo, virou caso de polícia e ação judicial. Ele tatuou no braço o nome da mãe, Eva, que não gostou do gesto e fez um boletim de ocorrência. O Ministério Público denunciou o tatuador Fabrício Carlos Augustinho à Justiça, pois uma lei estadual de 1997 proíbe tatuar menores, mesmo se os pais concordarem. No artigo IV da lei, a tatuagem é considerada uma "deformidade permanente". “É uma lesão corporal de natureza gravíssima, em face da deformidade permanente, atestada no laudo de corpo de delito, o que provoca um dano estético”, explica o promotor de justiça Manoel José Berça. De acordo com Fabrício, ele foi procurado pelo menor, que garantiu que a mãe tinha autorizado a tatuagem: “Eu sabia que ele era menor de idade, mas por eles serem meus vizinhos, achei que a mãe tinha deixado mesmo. Estou arrependido pela situação”. A mãe se assustou ao saber que a tatuagem não era falsa. Segundo ela, o filho que pagou R$ 30, tatuou seu nome como pretexto para fazer outras tatuagens no futuro.  Ela diz que a decisão serve de alerta a tatuadores. "Muitos pais acabam deixando para lá. Fui atrás, pois sou mãe de três. Se deixo um, os outros vão no mesmo caminho”. Se condenado, o tatuador pode ser preso por até oito anos e ainda terá que pagar a cirurgia plástica. Informações da Folha de São Paulo. 
 

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