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Para Barbosa ficou claro que Pizzolato sabia do processo e omitiu

Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil
O ministro Joaquim Barbosa continuou com sua sustentação oral do item três da denúncia da procuradoria-geral, nesta segunda-feira (20), no processo do julgamento do mensalão. De acordo com ele, a defesa tentou criar uma confusão em torno dos termos bônus e bonificação, mas o contrato dispõe claramente que qualquer bonificação deve ser repassada ao banco, o que não aconteceu. “Não importa o nome ou a vantagem, sempre deve haver repasse”, disse o ministro. Ele lembrou que Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, recebeu cheque em nome da DNA, o que ocorreu no curso da execução do contrato. Pizzolato disse que o dinheiro deveria ser entregue a alguém do PT a pedido de Valério. Para o magistrado, o ex-diretor do Banco do Brasil, portanto, tinha relações com Valério. Ele era o único com poderes para assinar o contrato com a DNA. Barbosa lembrou que era responsabilidade de Pizzolato fiscalizar o contrato e garantir que os serviços fossem prestados de acordo com os procedimentos do Banco. Cabia a ele, garantir a legalidade de tudo. “Fica evidente que o acusado deveria ter impedido a apropriação de valores pela DNA”. No contrato há clausulas dizendo que a diretoria do banco é quem deveria supervisionar os serviços. “Na qualidade de garantidor e único signatário, Pizzolato garantiu a bonificação da DNA Propaganda em detrimento ao órgão público”, o que configura peculato, de acordo com Barbosa. Para ele, ficou claro que Pizzolato sabia do processo e o omitiu. Além disso, Pizzolato manteve reuniões, em torno de dez, com Marcos Valério, o que reforçaria a tese de que o ex-diretor do banco sabia do teor do contrato. A defesa de Paz negou sua participação no esquema e disse que ele se desligou da agência. Mas Barbosa lembrou que os réus não estão sendo acusados só por participarem da DNA. “Tanto que outros dois sócios nem sequer foram acusados da prática de qualquer desvio”, afirmou o ministro. Barbosa citou os depoimentos e laudos que comprovam a relação entre as agências dos três sócios, o que desmontaria o argumento da defesa de que Paz não sabia do esquema ou que tinha qualquer relação os atos que configuram crime.

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